HEG na Terceira Idade: promessa de uma mente jovem

Mantenha Sua Mente Jovem: Neurofeedback e a Promessa de um Cérebro Mais Afiado na Terceira Idade

O envelhecimento traz consigo o desafio do declínio cognitivo. A boa notícia é que a neuroplasticidade – a capacidade do cérebro de se adaptar – persiste na terceira idade. Mas como podemos ativá-la de forma eficaz? Um estudo recente de Acevedo e colegas (2022) destaca o potencial do neurofeedback nesse cenário.

Neurofeedback: Um Espelho para a Atividade Cerebral

O neurofeedback é uma técnica que permite monitorar e aprender a autorregular a atividade cerebral em tempo real. No estudo, os pesquisadores usaram fNIRS (functional Near-Infrared Spectroscopy), uma tecnologia portátil que mede as mudanças no fluxo sanguíneo no córtex cerebral. Quando uma área cerebral está mais ativa, há um aumento de fluxo sanguíneo e oxigenação, e o fNIRS capta essas mudanças, oferecendo feedback instantâneo.

fNIRS – HEG e a Regulação do Fluxo Sanguíneo Cerebral

O fNIRS – HEG tem como base um princípio fundamental que é detectar mudanças hemodinâmicas no cérebro. A premissa é que um aumento no fluxo sanguíneo cerebral reflete maior atividade neural, e para issousa luz infravermelha para medir a oxigenação sanguínea.

O que capacita os indivíduos a praticar a autorregulação cerebral, usando as respostas fisiológicas do corpo para aprimorar a função mental.

Resultados Promissores para a Cognição na Terceira Idade

O estudo de Acevedo et al. envolveu 86 adultos saudáveis (idade média de 66 anos), divididos em dois grupos: um grupo de tratamento com jogos de treinamento cognitivo (“jogos ABC”) usando neurofeedback fNIRS, e um grupo de controle ativo jogando Tetris, também com neurofeedback fNIRS. O treinamento durou 4 semanas, 10-15 minutos por dia.

Os achados foram significativos:

  • O grupo dos “jogos ABC” mostrou melhorias notáveis em memória, memória verbal e função cognitiva composta.
  • Ambos os grupos (ABC e Tetris) melhoraram significativamente na velocidade de processamento e na função executiva. Isso sugere que o componente de neurofeedback, ou a intensa estimulação cognitiva, foi benéfico.
  • A pesquisa confirmou que uma maior atividade cerebral cortical durante o neurofeedback estava diretamente associada a melhores resultados cognitivos e de desempenho no jogo.

Esses resultados são animadores, pois mostram que o treinamento cognitivo combinado com o neurofeedback pode aprimorar a cognição em adultos mais velhos. A possibilidade de realizar esses treinos em casa aumenta a acessibilidade dessas terapias.

O Futuro do Treinamento Cerebral Personalizado

Embora sejam necessárias mais pesquisas sobre a durabilidade dos efeitos e a variabilidade individual, este estudo é um marco. Ele demonstra que tecnologias como fNIRS e HEG podem nos ajudar a otimizar a função cerebral. Imagine um futuro onde programas de neurofeedback, acessíveis em casa, nos ajudem a manter uma mente afiada e resiliente. O trabalho de Acevedo e colegas nos impulsiona nessa direção, reafirmando o poder do neurofeedback para a saúde cerebral.

link de acesso do artigo: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC9104766/

Acevedo BP, Dattatri N, Le J, Lappinga C, Collins NL. Cognitive Training with Neurofeedback Using fNIRS Improves Cognitive Function in Older Adults. Int J Environ Res Public Health. 2022 May 2;19(9):5531. doi: 10.3390/ijerph19095531. PMID: 35564926; PMCID: PMC9104766.

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